sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Colorimos mandalas e discutimos o estatuto da cidade – tudo na mesma noite!



Por Victor de Andrade Lopes



Tivemos no nosso último encontro uma de nossas atividades mais bacanas! Nosso sarau do dia foi intitulado “Arte-Pública: A Cidade Como Experiência e a (Re)construção do Imaginário da Cidade” e foi tocado pelas amigas Sandra do Amaral e Fátima Marinho, além do marido desta última, Roberto Marinho.







Fátima nos explicou um pouco sobre arquitetura, arte pública e a arte do grande pintor catalão Antoni Gaudí, cujas obras mais famosas se encontram em Barcelona, na Espanha – exemplos são o Parque Güell e a Sagrada Família.

Depois, fomos todos convidados a colorir mandalas e bolar um projeto que beneficiasse a Granja Viana. Fomos divididos em trios e colorimos a seis mãos enquanto pensávamos em projetos de transporte, urbanismo e infraestrutura. Infelizmente, o tempo era curto e a atividade não pôde ser concluída, mas os participantes trarão suas mandalas novamente no nosso próximo encontro.

 


A nossa palestra do dia ficou por conta do nosso primeiro coordenador, Gilberto Capocchi, que tratou do assunto “estatuto da cidade”, tema de suma importância num ano em que o novo plano diretor de Cotia deverá ser finalmente aprovado.

Como não poderia deixar de ser, nossa palestra logo virou um saudável debate, em que Gilberto e o público presente discutiam as escorregadas da prefeitura, a negligência da imprensa local e a falta de engajamento das pessoas.

sábado, 22 de agosto de 2015

Veja como foi nosso encontro de agosto, com a palestra “Relação entre Saúde e Modo de Vida”




Por Heloisa Reis, com contribuições e fotos de Victor de Andrade Lopes



O nosso encontro de agosto teve a participação do convidado Thomaz Sampaio, que assumiu tanto o sarau quanto a conversa. Violonista e psicólogo, ele nos encantou com “Romance de Amor” (Antônio Rovira), “Recuerdos de la Alhambra” (Francisco Tárrega), Minueto em Sol Maior (J. S. Bach), “Romaria” (Renato Teixeira) e “Sons de Carrilhões” (João Pernambuco).

Depois da belíssima apresentação, Thomaz aborda a Trilogia Analítica criada por Norberto Keppe, psicanalista, filósofo, cientista social. Keppe denominou seu método de Trilogia, pois é o resultado do estudo do sentimento, pensamento e ação no ser humano.

Estudando e acompanhando casos em seu consultório ele descobriu o que chama de inversão psíquica: esta inversão consiste em ver-se o mal em coisas que fazem bem e vice versa. Por exemplo, sentir raiva do seu trabalho quando na verdade o trabalho é um bem, ou sentir enorme prazer em fumar quando sabe-se que o fumo é prejudicial. A persistência na atitude inversa leva a todas as doenças no ser humano, assim como a conscientização desse processo pode levar à cura.

A inveja – no sentido que vem do latim, in-vedere, não ver – é, segundo a Trilogia, a base de todos os males levando à negação, deturpação e omissão de tudo o que é bom e construtivo : a Verdade, a Beleza e a Bondade.Da mesma forma as pessoas tendem a realizar o que Melanie Klein chama de Idealização Projetiva  que une a Inveja a Censura e a Projeção criando idealizações equivocadas. O encontro da mulher ou do homem “ideal” nos arroubos da paixão são exemplos.

Pode-se escapar disso ao usar sempre a Consciência e a Dialética enxergando o mal em todo bem e vice versa. Ver os opostos. Lidar com o não-ver.

Thomas ainda fala de Nikola Tesla, um cientista afastado pelo poder econômico que descobriu a energia escalar – capaz de mover a matéria sem uso de petróleo e economizando a energia elétrica em cerca de 90%.


Nossa conversa teve espaço também para as mais diversas teorias da conspiração: Thomaz afirma que vacinas, por exemplo, são comprovadamente inúteis, e que nunca se registrou um caso de poliomielite em uma pessoa não vacinada. Além disso, ele afirma que os rumos do mundo são ditados pelo Clube Bilderberg e pela Comissão Trilateral, grupos que envolvem os mais importantes políticos e empresários do planeta.


Fica claro que os rumos de nossa sociedade foram comandados para as guerras, o uso do combustível fóssil e agora para o consumo de drogas, pois todos esses itens foram e ainda são enormes fontes de lucro de grupos difusos e velados pelo sistema econômico dominante, ainda vigente.

Para saber-se mais a respeito dessa nova forma de pensar que nos introduz às possibilidades de tomarmos as rédeas de nossa saúde, de nossas curas e da felicidade em nossas vidas basta aprofundar-se um pouco mais nas leituras indicadas:

·  A Origem das Enfermidades” e “A Origem da Sanidade”, ambos de Norbeto Keppe;
·  O ABC da Trilogia Analítica”, de Cláudia Pacheco.
Basta entrar no site www.protoneditora.com.br e encomendar.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Veja como foi nosso encontro de maio!





Por Heloisa Reis e Victor de Andrade Lopes




Nosso encontro começou com a brilhante apresentação do violonista Gugo Mouro, que também é baixista da banda de heavy metal Pandora101. Seu setlist incluiu peças como "Society", do Eddie Vedder; "The Man Comes Around" e "Solitary Man", do Johnny Cash; "Regra Três", do Vinicius de Moraes; "Dust in the Wind", do Kansas; "Soldier of Fortune", do Deep Purple; "Turn the Page", do Metallica; "Fiddler on the Green", do Demons and Wizards; "On the Road Again", de Willie Nelson; e até uma inusitada versão acústica do hit eletrônico "Wake me Up", do Avicii.


A palestra que se seguiu, sob o tema "Que mundo pretendemos deixar para nossos filhos?", abandonou novamente o jeitão de palestra para dar lugar a uma agradável e democrática conversa, cuja conclusão, curiosamente, resultou num compromisso.

Após muitos relatos de atividades ambientalistas com Projetos em Piracicaba, o engenheiro agrônomo Antonio Cláudio Sturion Jr. nos fez refletir sobre as implicações de nossas percepções dos problemas lixo, desmatamento e outros e como a desunião entre as diversas entidades atuantes contribui para a dificuldade de soluções. 

Seus relatos tocaram em questões cruciais para todas as regiões metropolitanas como a dos rios que vêm sendo usados como canais de esgoto, a dos desmatamentos que privilegiam as especulações imobiliárias e todas as demais ações que demonstram um total desrespeito para com todas as espécies de vida. A essência de sua mensagem foi a de que apesar da grande distância entre o poder constituído e a sociedade civil pode-se transpô-la com informação e ação.

Ao final, as ideias foram condensadas na proposta do palestrante de nos encontrarmos novamente em um ano – em Maio de 2016 para realizar uma ação real de interferência na realidade. A sugestão é a formação de um grupo de pessoas e entidades interessadas em obter mudas de espécies da mata nativa da região para que sejam plantadas no retorno do km 26 da Rodovia Raposo Tavares . Forma-se então o grupo Conexão Plantar, coordenado pelo MDGV.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Veja como foi nossa segunda Conversa ao Pé da Granja!



Por Victor de Andrade Lopes

O nosso segundo Conversa ao Pé da Granja teve a presença da professora e pesquisadora Maria Conceição D'Incao, ex-livre docente da UNICAMP. Infelizmente, por motivos de força maior, não conseguimos uma apresentação musical para o evento, então fomos diretamente para a conversa.

Em tom informal, e sentados em roda num canto mais quente e aconchegante do João do Grão, Maria e os presentes discutiram o consumo na sociedade e suas implicações. O formato de palestra foi então agradavelmente substituído por uma democrática roda de conversa que levantou importantes questões: como resistir às tentações e às compras compulsivas? Como passar esses valores aos nossos filhos?

A segunda pergunta é fruto de uma preocupação crescente. Uma das pessoas presentes relatou que, segundo sua esposa, que trabalha em uma escola pública de Carapicuíba, mesmo as crianças mais carentes sentem a necessidade de consumir para se sentirem incluídas na sociedade.

Segundo a socióloga, as escolas públicas do Brasil já foram boas – os pais só costumavam enviar suas crianças a instituições particulares quando queriam que ela tivessem uma educação rígida e/ou religiosa. Contudo, a ditadura militar teria sucateado o nosso ensino e criado a necessidade de instituições particulares, um modelo que se mantêm até hoje e que nos obriga a consumir um serviço pago que deveria ser livre.

A televisão também foi motivo de discussão – enquanto alguns preferem mantê-la desligada, outros assistem, mas com filtros próprios para o conteúdo publicitário.

E você, o que pensa sobre o consumo hoje? Você compra as coisas sem refletir antes, ou só põe a mão no bolso após uma consulta à sua própria consciência?

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Coordenadores do MDGV participam do programa Cotia em Debate, na Rádio Cidade das Rosas



Por Victor de Andrade Lopes

Dois dos coordenadores do MDGV, Gilberto Capocchi e Delia Costa, estiveram na última quinta-feira (23/4) na sede da rádio Cidade das Rosas FM, em Cotia, para participar do programa Cotia em Debate, sob comando do jornalista Valter Wolf e do advogado Silvio Cabral.

De início, explicaram os objetivos do MDGV. Segundo Gilberto, “nós não nos preocupamos apenas com o verde, mas também com o bem-estar da população em geral. Veja, em Cotia as calçadas são estreitas e em alguns pontos nem existem, como na Avenida São Camilo”, diz.

O programa foi oportuno também para a divulgação do abaixo assinado que pede mudanças na lei de zoneamento de Cotia. O documento não foi criado pelo MDGV, mas tem nosso apoio. Falando sobre as motivações do texto, Delia afirmou: “Estamos acostumados a conviver como uma comunidade. E isso está acabando. A ideia é que as pessoas possam viver bem.”

Ao longo do programa, o telefone para falar diretamente com o rádio não parou. Foram diversas ligações de pessoas interessadas em contribuir e em expressar suas indignações. Alguns perguntaram sobre as ações do MDGV, ao qual Gilberto respondeu que está nos planos da nossa atual diretoria conseguir parcerias com empresas como a Cetesb para promover cursos de capacitação na região.

Ao responder uma das perguntas, Gilberto deu um diagnóstico preciso do problema do desenvolvimento da Granja Viana: “Tivemos uma expansão descontrolada. Temos vários empreendimentos que surgiram quase da noite pro dia. Não temos estrutura e ainda há bolsões que fecham ruas que poderiam aliviar o tráfego em alguns pontos.”